Notícias do Mercado

Olá Esse Blog tem como objetivo falar de assuntos relacionados a economia e política interna e externa.

22

de
dezembro

Boas Festas

Olá,

Em primeiro lugar quero te desejar um FELIZ NATAL e PROSPERO ANO NOVO. Espero que essa data não seja apenas um momento de encontros e reencontros com amigos e entes queridos, mas um tempo de reflexão, em relação ao que estamos fazendo de nossas vidas. E dependo da conclusão, não sermos mais os mesmos de 2009.

 

Também quero aproveitar o momento e agradecer os quase 10 mil views que tive em meu blog nesse ano e todos aqueles que comentaram e publicaram meus posts em seus sites.

Á partir de Janeiro esse blog será apagado. Para continuar lendo meus posts acesse:

http://josuesilva.wordpress.com

Bom 2009

Josué Silva

9

de
dezembro

Vamos cobrar mesmo

No próximo dia 1º de janeiro, a festa da “democracia” vai se concretizar, nessa data os novos e reeleitos Prefeitos e Vereadores de todo o país serão empossados e reempossados em seus cargos.

E você pode se perguntar: Mas oque eu tenho a ver com isso? Essa gente vai continuar recebendo altos salários e roubando o povo da mesma forma!

É por isso mesmo que eles nos fraudam a cada momento das suas vidas, porque o povo não tem consciência do papel de nossos governantes, e nem de quanto gastamos com eles, atualmente o salário dos Vereadores não é padrão ele varia de cidade para cidade, podendo a chegar R$ 9.500,00 (Nove Mil e Quinhentos Reais) por mês como é o caso de Campo Grande no Mato Grosso.

Já o salário dos prefeitos é um pouco melhor eles têm uma faixa salarial de R$ 12.000,00(Doze Mil Reais), mas em alguns casos como em Apucarana no Paraná, o próximo Prefeito terá rendimentos mensais de R$ 20.000,00(Vinte Mil Reais), e seu secretariado recebera míseros R$ 800,00 (Oitocentos Reais), algo fora da realidade em todos os sentidos.

Esse Prefeito vai ganhar mais que o Presidente da Republica que atualmente recebe R$ 14.000,00 (Quatorze Mil Reais).

Meu foco aqui não é a critica aos salários desses gestores, porque se comparamos no mercado com um cargo equivalente, eles ainda continuaram a ganhar pouco! O foco hoje é no trabalho dos mesmos, que nas atuais condições eles ganham muito para não fazerem nada.

E agora chegou a hora de mudarmos essa realidade com a nova gestão em todas as cidades brasileiras, pois como já se sabe aqui em São Paulo, por exemplo, a renovação na Câmara Municipal foi baixíssima, e dos que entraram muitos olham apenas para o próprio umbigo, descartando todos aqueles que estão ao seu redor como se fossem uma laranja podre.

Hora, se uma pessoa dessa não consegue agregar seu próprio funcionário, imagina o carinho que ela terá com o resto da população? É preciso ficar de olho nesse tipo de político, pois um bom gestor começa a fazer o bem aos que estão ao seu redor.

É preciso cobrar, ações que realmente façam mudanças em nossas vidas, não precisamos de vereadores dando nome de praças ou mudando nome de rua, criando o dia do pastor, do digitador, da água, etc.

Outra atitude que devemos repudiar é a distribuição de vales miséria pelo município, é preciso findar com essa realidade e prestar muita atenção no que esta ocorrendo no legislativo municipal de nossas cidades.

Porque falo atenção especial no legislativo? Embora o Prefeito seja a autoridade máxima do Município é no legislativo onde são votadas e criadas as leis, muitas vezes o Prefeito fica engessado por conta de uma câmara corrupta. E a população é a única que pode romper com esse ciclo, visitando a câmara por exemplo.

Ai você pode dizer que não tem tempo. A internet esta ai a disposição de todos! Sabe não custa nada mandar um e-mail para o vereador em que você escolheu na última eleição cobrando propostas firmes e compromissadas com o desenvolvimento de nossas cidades.

Quando o povo não cobra, o político se sente a vontade para fazer oque desejar, isso inclui não trabalhar alguns dias da semana, chegar a hora, reajustar o próprio salário, trocar a frota de carros, aumentos na verba de gabinete, legislar em causa própria, sim legislar em causa própria mesmo, porque muitos Vereadores ao contrário do que muitos pensam são empresários, então você imagina oque ele fará para beneficiar seu mercado..

É por conta dessas e outras coisas que nossa nação assola no atraso, pois todos culpam os políticos, mas se esquecem de fazerem a sua própria parte que nesse processo é a mais importante, em minha opinião mais importante até do que a oposição, que é cobrar quem você votou –isso é seu dever – e também aqueles que você não votou.

Já vi muitos apedeutas políticos, (classifico dessa forma, por não conhecerem e também não terem o mínimo interesse em conhecer política) dizendo que na Europa é assim, nos EUA é assado, aqui no Brasil é esse lixo. Sim não teria como ser diferente, lá fora as coisas funcionam porque eles não olham para o Brasil, eles simplesmente olham para seus governantes e exigem.

Josué Silva

9

de
dezembro

Mercados em baixa

O mês de novembro foi mais um mês instável para os mercados mundiais, o sobe e desce foi geral.

Mas no final das contas o mês fechou negativo 26 praças, foram pouquíssimas as praças que fecharam no azul, as bolsas chinesas de Shenzen e Xangai subiram 12,46% e 8,20%.

Agora as demais praças mundiais, inclusive as principais fecharam no vermelho, por exemplo, o índice RTS em Moscou recuou 14,90%, no ano essa praça tem uma das maiores quedas do ano 71,27%, o índice BEL – 20 desceu ladeira abaixo ficando cotado em 1.881,46 apresentando uma queda de 10,41 no mês e recuo de 54,42% no ano.

Já no foco do incêndio também ocorreram perdas Nasdaq e Dow Jones caíram 10,77% e 5,32%, tendo queda anual de 42,10% e 33,44%.

Isso foi apenas mais uma amostra de como estamos no meio de um temporal, por aqui a Bovespa fechou em queda de 1,77% cotada em 36.595,87 pontos.

Diante dessa turbulência que abala os mercados, o investimento em ouro foi a opção mais interessante durante o mês de novembro. Já a bolsa de valores registrou mais uma perda mensal – como já discutimos acima - e acumula queda significativa no ano. No mês, os investidores que apostaram no metal obtiveram rentabilidade de 13,33%.

No acumulado do ano, é o dólar que esta na liderança, com valorização de 30,28%. O ouro surge em segundo, com rentabilidade de 19,42%, seguido pelo euro, que se valorizou em 13,56%. Na renda fixa, o CDI mostra rendimento acumulado de 11,14%, enquanto o CDB avançou 11,06%. A poupança proporcionou rendimento de 7,14% entre janeiro e novembro. Já o Ibovespa recuou expressivos 42,72% no período.

Josué Silva

9

de
dezembro

Brasil cresce no 3º trimestre

A economia brasileira cresceu mais que o previsto no terceiro trimestre, ajudada pela demanda interna e por investimentos num período ainda pouco afetado pela piora da crise financeira global.
O Produto Interno Bruto (PIB) avançou 1,8 por cento no terceiro trimestre em relação ao segundo e 6,8 por cento ante igual período do ano passado, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.
Economistas consultados pela Reuters previam expansão de 1,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) na leitura trimestral e alta de 5,6 por cento na comparação anual.
A crise externa ganhou força apenas a partir da metade de setembro, com o colapso do banco de investimento Lehman Brothers. A partir daí, os sinais de recessão global começaram a aparecer –o que leva analistas a prever uma contração do PIB também no Brasil no quarto trimestre.
Entre os componentes do PIB, o consumo das famílias cresceu 2,8 por cento no terceiro trimestre ante o segundo e 7,3 por cento frente a igual período do ano passado –a 20a expansão consecutiva nesse tipo de comparação–, ajudado pela melhora da massa salarial.
A formação bruta de capital fixo –uma medida dos investimentos– avançou 6,7 por cento na relação trimestral e 19,7 por cento ano a ano. Esse aumento, segundo o IBGE, é "explicado principalmente pelo aumento da produção interna e da importação de máquinas e equipamentos".
A indústria cresceu 2,6 por cento sobre o segundo trimestre; o setor agropecuário expandiu-se 1,5 por cento e o setor de serviços teve alta de 1,4 por cento.
A taxa de investimento do país atingiu 20,4 por cento do PIB no terceiro trimestre, a maior da série histórica.

Fonte: Reuters

9

de
dezembro

Juros podem ser mantidos

A inflação mostra desaceleração, indicando que a queda no preço das commodities prevalece sobre o aumento na taxa de câmbio, aliviando a pressão que vinha preocupando o Banco Central (BC). Apesar de estar perto do limite da meta fixada pelo governo (6,5%), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, pode recuar um pouco mais em dezembro, já que a atividade mostra sinais de retração. O cenário permitiria ao Comitê de Política Monetária (Copom), que se reúne hoje e amanhã, no último encontro do ano, reduzir a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 13,75% ao ano. O corte nos juros agradaria ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que há muito tempo pede juros menores. No entanto, diante da crise financeira internacional que ataca o Brasil pelo lado do crédito e desequilibrou o câmbio, o colegiado pode pensar duas vezes antes de tomar qualquer atitude. Foi assim na última reunião, quando o comitê decidiu manter a Selic neste patamar para avaliar melhor os efeitos da crise internacional na economia doméstica. Para o gerente da mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora, Rodrigo Nassar, o Copom encontra-se em uma situação delicada diante da crise mundial que começa a "bater na porta do Brasil". "O discurso visualizando a meta inflacionária já não agrada o alto escalão da presidência, já que a necessidade de redução de juros parece cada vez maior, porém, caso ocorra essa redução o dólar poderá acentuar sua trajetória de alta", disse. Diante disso, o mercado financeiro aposta em mais uma manutenção da meta de juros. De acordo com sondagem realizada pela InvestNews, com 30 instituições financeiras, a manutenção dos juros é predominante. "A melhora do balanço de riscos, com enfraquecimento da atividade e desaceleração da inflação, trouxe alguma expectativa de que o BC pudesse reduzir os juros já nessa reunião, o que ainda julgamos prematuro. De todo modo, o corte dos juros está próximo e poderá ser promovido entre as reuniões de março e abril", avalia o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto.

Fonte: Gazeta Mercantil

5

de
dezembro

A culpa é mesmo do Estado

"Quando a gente vê um jovem de 25 anos sendo preso, esse jovem é vítima das políticas econômicas, das políticas sociais, das políticas educacionais. O Estado tem culpa do jovem ter virado bandido", disse Lula em discurso aos moradores do conjunto de favelas, considerado um dos locais mais violentos da cidade.

"É importante ter o entendimento político de porque o Brasil empobreceu tanto… Isso é resultado do descaso que os governantes dos últimos 30 anos tiveram com o povo pobre desse país", afirmou Lula.
Essas foram partes do discurso de nosso Presidente Lula da Silva, em conjunto de favelas, mais violentas do Estado do Rio de Janeiro na ultima quinta-feira dia 04.

É impressionante ver um discurso como esse de um presidente que esta na direção do governo federal na metade do segundo mandato. E mais, seu partido já governou Estados importantes da federação como o Rio Grande do Sul onde o PT foi governo por 16 anos no Acre teve 3 mandatos consecutivos, governa o Estado do Pará e Sergipe comandado por Marcelo Deda. Isso sem contar as inúmeras prefeituras que o partido já governou como a da de São Paulo, Santo André.

Só pra você ter uma idéia nas últimas eleições, foi o segundo partido que ganhou mais prefeituras no Brasil, o primeiro foi o PMDB, conquistando 1201 casas, e o PT cresceu 46%, ganhando 559 municípios.

Ou seja, não dá para o presidente reclamar que chegou ao governo agora e precisa de tempo para arrumar a casa. O Suplicy já é parte da mobília do Senado e fora cantar e chorar na TV nunca o vi fazendo nada de expressivo por São Paulo. Ah esqueci ele tem, um projeto de Renda Mínima, que é pior do que o que esta em vigor.

Em relação aos 30 anos de governo passado, a primeira parte de nossa conversa nos mostra que nesses 30 anos o PT sempre esteve no governo, como majoritário ou proporcional.

Eu acho que o Lula não tem memória, que não se lembra das bravatas cometidas por eles enquanto oposição ao governo FHC? Da oposição ferrenha ao real, do apoio incondicional ao MST, das greves que eles já fizeram, da suposta ligação do partido com a FARC, poderíamos ficar falando de passado aqui por horas e horas.

Agora no presente não mudou muita coisa, todos esperavam que o PT fosse o Messias, mas pelo contrário eles são nossos cruéis algozes, muitas vezes nos lançando na cova dos leões.

Mas felizmente Lula acertou em reconhecer que quando um jovem vira bandido a culpa é do Estado, e ele sendo o chefe maior do Estado tem toda a culpa nisso. Se o seu partido não tivesse nos lançado na fornalha, talvez teríamos menos jovens partindo pra bandidagem, quanto dinheiro não foi desviado para o mensalão?

Quantas empresas não foram loteadas por apadrinhados petistas em governos vermelhos nesses últimos 30 anos?

Mas como diria nosso saudoso Eneas Carneiro, a população não se alimenta bem e por isso não tem como raciocinar algumas coisas que acontecem em nossa nação.

Vendo esse discurso de nosso presidente eu fico com a impressão que ele se esqueceu de tudo que seu partido fez por esse país. Eu até começo a pensar que ele é um novo Moises, só que dessa vez sem a companhia de Delubio Soares, José Dirceu, Palloci, Prof. Luizinho e José Genoino, só para ficar nos mais ilustres não vou citar mais nomes.

Porque com essa turma, a terra que emana leite e mel esta totalmente loteada, para dois ou três amigos do rei, e para o resto do reinado sobrara à política do pão e circo, que alias foi muito bem usada pela maquina estatal.

Durante a republica petista, enquanto éramos roubados com o mensalão,algo que nem a ditadura militar teve a coragem de fazer, empréstimos a duplas sertanejas, dólares na cueca, apadrinhamentos, uso de coisas publicas como se fossem privadas. Quem não se lembra da estrela do PT no palácio da Alvorada?

Enfim senhor presidente! A culpa é do Estado o Sr tem toda razão, se tivéssemos governantes menos corruptos talvez não ficaríamos quase 40 anos no deserto.

Josué Silva

3

de
dezembro

Lanterninha

Recentemente nosso ministro Guido Mantega disse que os Estados Unidos ainda não estão em recessão. Pois o mesmo ainda entrará em recessão técnica se apresentar um novo recuo em seu PIB.

Vamos aos números, no primeiro trimestre tivemos um avanço de 0,6%, depois houve uma revisão que levou o PIB para 0,9%, segundo o Departamento de Comércio americano o aumento se deu em função da baixa procura por produtos importados e de um aumento em investimentos em estruturas não residenciais.

Já no segundo trimestre, houve um crescimento ainda maior o PIB avançou 3,3% as explicações para esse avanço estão no aumento das exportações americanas, ajudadas pelo dólar mais fraco e as restituições de impostos.

Agora o destaque é no terceiro trimestre, houve recuo de 0,3% a maior queda desde 2001, os principais fatores responsáveis pelo resultado foram à redução nos gastos do consumidor e dos empresários. O gasto do consumidor caiu 3,1%, enquanto o investimento empresarial sofreu redução de 1%, após a alta de 2,5% no segundo trimestre, marcando a primeira queda desde o fim de 2006.

Não sei se é cedo para falar em recessão, depressão, estagflação, deflação, inflação, quebra, recuo, etc.

O que é importante frisar é que na pratica a economia americana já apresenta sinais fortes de fragilidade e embora não apresente sinais técnicos de recessão o ministro não deveria ter dito uma frase como essa num momento de crise financeira mundial.

Vamos aos números novamente, pois somente eles podem nos fornecer a verdade nesse momento de profunda escuridão. Começaremos apresentando o resultado das montadoras.

Em novembro, a Ford vendeu 122,7 mil veículos leves, o que representa uma queda de 31%, com destaque para a recuo de 38% nas vendas do modelo Focus. As vendas de caminhões e vans recuaram 24% em meio a uma queda de 19% nas vendas de caminhonetes da série F. As vendas de utilitários esportivos (SUV) despencaram 40%.

Na Toyota que a pouco tempo era a grande vedete americana, tambem não conseguiu escapar da retração, veja como ficaram seus resultados em novembro, as vendas de carros de passeio da Toyota recuaram 32%, enquanto as de SUVs tiveram declínio de 30%. As vendas de caminhonetes caíram 36,1%.

E por fim a GM, que nesse momento é a empresa em pior situação, as vendas totais da montadora nos EUA caíram 41% em novembro, para 154,8 mil veículos, em comparação a 263,6 mil unidades comercializadas no mesmo período de 2007

Já esta circulando uma conversa de uma possivel fusão entre GM e Chrysler, essa poderia ser uma solução para ambas empresas, que passam por um momento muito difícil.

Isso sem falar nas demissões, os cortes nas empresas atingiram 181.671 empregos em novembro, mais que o dobro das 73.140 demissões um ano antes.

O setor de serviços financeiros anunciou 91.356 cortes - o segundo maior total já registrado por uma indústria em um mês, atrás apenas das 96.333 demissões no setor de transportes em setembro de 2001. Em particular, o Citigroup anunciou planos de demitir mais de 50 mil funcionários.

Isso sem falar na quebra de diversos bancos importantes, no recuo da receita das empresas, da baixa expectativa do consumidor americano, na queda do petroleo e na loucura que se transformou o dólar.

Os Estados Unidos podem não estar em recessão técnica, mas não é preciso ficar de olho nos numeros aguardando o cenário piorar cada vez mais para nosso ilustre ministro tomar uma descisão. Alias essa já é uma postura nossa, depois que todos acabam de saborear o bolo, nos entramos na sala, quem não se lembra do discurso do presidente sobre a crise, “imagina, estamos imunes a ela”, depois voces se lembram do resultado.

Infelizmente nosso país é assim, somos os últimos a tomar pé de tudo, seja bom ou seja ruim, sempre somos e dependendo dessa equipe que comanda a nação salvo raras exceções continuaremos sendo sempre os lanterninhas.

Josué Silva

2

de
dezembro

Virou moda

Começou com o presidente do Equador Rafael Correa, questionando a sua dívida com o Brasil. E agora já temos a Bolívia e me parece que o Paraguai também está levando a júri internacional para o questionamento da legalidade de sua dívida com nosso país.

E quem está liderando e apoiando esse grupo de insurgentes? Ninguém melhor que ele, Hugo Chávez. Virou moda questionar o Brasil em júri internacional, para aqueles mais generosos que gostam de lembrar a história e dizer que temos uma dívida moral e histórica com esses países, é preciso lembrar que em 2004, o Brasil perdoou uma dívida boliviana de US$ 52 milhões e ainda ofereceu uma linha de crédito de US$ 600 milhões.

E como se não bastasse no mesmo ano, aceitou a mudança na fórmula de pagamento pelo gás boliviano, gerando um prejuízo para o Brasil e uma receita adicional para a Bolívia de US$ 100 milhões.

Sabemos que essas linhas de crédito via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) servem para abrir portas para as empresas brasileiras que querem investir nesses países.

O problema é que com o crescimento e a influência brasileira aumentando cada vez mais, ficou muito fácil e vantajoso para esses países realizarem esse tipo de bravata. Agora somos o império do eixo Sul. Qual é o objetivo de Hugo Chávez nessa pendenga com a Bolívia? Minar a autoridade brasileira e com isso reclamar para si o título de autoridade na América Latina e graças a ineficácia de nossos governantes, ele está conseguindo, primeiro foi na questão da Petrobras em 2006, vale à pena lembrar também que tivemos problemas com o Paraguai em relação à usina de Itaipu na qual os paraguaios são nossos “parceiros”.

O plano esta dando tão certo, que existem brasileiros favoráveis aos calotes que estamos recebendo, dizendo que é certo isso acontecer, pois no passado exploramos demais esses povos. Justiça social seja feita, eles nos dão calote e nosso povo passa cada vez mais privação, seja na saúde, educação, saneamento básico, segurança, alimentação enfim poderíamos enumerar uma série de desejos privados que nosso povo passa.

E falando em parceria, esse governo está sendo mestre em realizar parcerias que levam o nada a lugar algum, pois todos os nossos pseudo parceiros estão nos dando as costas hoje, depois de receber tanto dinheiro do Estado via BNDES, banco esse que deveria focar o crescimento interno, pois muitas empresas já mudaram suas sedes do Brasil devido a altíssima carga tributaria, outras simplesmente abandonaram suas operações aqui por conta da corrupção.

E agora mais uma vez, querem nos desmoralizar por completo, questionando as dívidas deles para conosco, e o mais interessante é que o Brasil não toma uma postura.

A pergunta que fica é até quando vamos suportar esse fardo em nossas costas?

Josué Silva

1

de
dezembro

Tempos de crise

Vivemos num mundo cada vez mais conectado, internet e celulares são os principais pontos dessa conexão. Através deles conseguimos estar sabendo de tudo oque ocorre em qualquer parte do mundo a qualquer momento.

E isso não é só nas comunicações, a tecnologia esta muito avançada e continua avançando cada vez mais, a menos de uma década tínhamos complexos automotivos enormes, hoje com aproximadamente 500 funcionários conseguimos montar mais e melhores carros do que nos anos 80. Ao contrário daquele tempo, hoje a produção é totalmente descentralizada, as peças do veiculo vem de todas as partes do mundo.

Naquela época o foco era trabalhar em uma grande empresa, e seguir carreira nela até o dia da aposentadoria. Infelizmente essa era já é passado, mesmo com toda a força que CLT ainda tem principalmente no Brasil.

Hoje os grandes contratantes são os setores voltados para a área de serviços, e ai vale tudo, desde a atendente de telemarketing, que esta localizada que devido a mão de obra barata muitas vezes esta localizada na Índia (no caso dos EUA), até o motoboy que encontramos diariamente nas principais vias de SP, tudo esta sendo terceirizado.

Mas oque gerou essa mudança no eixo trabalhista?

Como dissemos a tecnologia trouxe a inovação, mas também o desemprego. E dentro desse pacote veio a terceirização, e olha ela veio pra ficar, nas grandes empresas hoje a tendência esta sendo terceirizar tudo oque se pode faxineira, segurança, informática, nem os computadores hoje em dia são mais propriedades das empresas.

E mesmo com a terceirização existira uma enorme demanda reprimida que ninguém sabe onde ira alocar sua força de trabalho?

Haverá muito desemprego, os demais ou estarão prestando serviços ou desempregados. E como nos antever a esses acontecimentos, através de especializações e diversificação de nossa própria mão de obra. Como assim? Hoje não basta apenas conhecer economia, eu tenho que dominar a economia e conhecer direito, administração, contábeis e informática. A formação do profissional deve ser a mais completa possível para ele poder concorrer a uma vaga no mercado. Não basta mais falar inglês, agora o espanhol esta se tornando cada vez mais necessário e se tiver uma terceira língua melhor ainda. E a tendência é de um afunilamento ainda maior.

Economia:

Atualmente o mundo tem caminhado cada vez mais depressa para esse cenário descrito acima, com as fusões e aquisições de grandes conglomerados econômicos. Quando existem esses eventos, metade da empresa comprada é dispensada do restante, muitos são contratados como prestadores de serviço e uma pequena parte é contratada de novo na nova empresa.

Hoje vivemos uma situação semelhante à de 1929, com quebras em efeito domino no sistema financeiro, é claro que o efeito domino não se concretizou ainda porque o governo tem feito inúmeras intervenções direta e indiretamente. Veja como o FED agiu rapidamente na quebra do Merril Lynch, a enxurrada de dólares que o BACEN colocou recentemente no mercado tentando evitar altas ainda maiores do dólar, inúmeras cortes nas taxas de juros européias e o último aporte chinês de mais de US$ 300 bilhões de dólares.

Josué Silva

1

de
dezembro

PIB brasileiro deverá recuar

A economia brasileira pode crescer somente 0,5% no próximo ano em um cenário pessimista para a economia mundial, segundo aponta um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta segunda-feira em Doha, no Catar.

Num cenário otimista, o crescimento brasileiro seria de 3% em 2009, segundo o relatório. Na semana passada, o ministro da Fazendo, Guido Mantega, reviu a previsão de crescimento da economia brasileira para o ano que vem de 6% para 4%.

A ONU adverte que a economia mundial pode enfrentar sua pior queda desde a Grande Depressão dos anos 1930, com uma contração de 0,4% no PIB mundial em 2009 dentro do cenário mais pessimista.

A previsão da ONU para o cenário pessimista contrasta com a do Fundo Monetário Internacional (FMI), que ainda prevê um crescimento global no próximo ano, apesar de uma contração prevista nas principais economias desenvolvidas.

O cenário pessimista traçado pela ONU prevê a manutenção da turbulência nos mercados financeiros mundiais e um declínio ainda maior na concessão de empréstimos nos países desenvolvidos, além de uma crise de confiança prolongada na economia global.

As previsões do relatório também se baseiam em dois outros cenários. No cenário básico, os mercados financeiros voltem à normalidade em um prazo de até nove meses e os países desenvolvidos anunciem novos pacotes de estímulo à economia.

No cenário otimista, além das condições descritas no cenário básico haveria também uma coordenação na aplicação de pacotes de estímulo econômico de entre 1,5% e 2% do PIB e novos cortes de taxas de juros.

Previsões
No cenário básico, a economia mundial teria um crescimento de 1% no ano que vem, segundo o relatório, e de 1,6% no cenário otimista.

Em 2007, a economia mundial teve um crescimento de 3,8%, enquanto a previsão para 2008 é de um crescimento de 2,5%.

O relatório da ONU prevê ainda que no cenário pessimista as economias dos países desenvolvidos podem cair 1,5% no ano que vem, com uma queda de 1,9% no PIB dos Estados Unidos, 1,5% na zona do euro e 0,6% no Japão.

No cenário otimista, a ONU prevê um crescimento de 0,2% nas economias desenvolvidas em 2009, apesar de uma queda de 0,5% no PIB americano. Neste cenário, a zona do euro teria um crescimento de 0,3%, e o Japão, de 0,5%.

Por outro lado, as economias dos países em desenvolvimento teriam um crescimento entre 2,7%, no cenário pessimista, e de 5,1% no cenário otimista.

A previsão de crescimento para a China no ano que vem é de entre 7% no cenário pessimista e 8,9% no cenário otimista, enquanto a Índia poderia crescer entre 4,7% e 7,5%.

Impacto
Segundo o relatório, as economias desenvolvidas foram as responsáveis pela desaceleração econômica, mas a natureza global do comércio e dos mercados financeiros significam que os problemas econômicos contaminaram rapidamente os países em desenvolvimento, contrariando a tese do "descolamento" das economias desenvolvidas e em desenvolvimento.

O documento adverte ainda que a comunidade internacional ignorou o impacto da crise financeira global sobre os países mais pobres, que agora enfrentam custos mais altos para o crédito e um menor crescimento das exportações.

Rob Vos, economista-chefe do secretariado da ONU e co-autor do relatório, disse à BBC que o cenário pessimista traçado pelo documento é bem possível, a não ser que os mercados financeiros se acalmem e que o nível de crédito retorne aos níveis normais.

"Dia a dia estamos chegando mais próximos do cenário pessimista", afirmou.

Ele lembrou que a última contração da economia mundial ocorreu nos anos 1930, com o impacto da Grande Depressão.

O relatório da ONU com suas previsões econômicas, normalmente publicado em janeiro, foi antecipado neste ano para coincidir com a Conferência da ONU sobre Financiamento e Desenvolvimento, que termina nesta terça-feira em Doha.

Fonte: BBC

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